quinta-feira, 6 de agosto de 2026

A VIDA E MORTE DO EX-DEPUTADO ROBSON MENDES DE PALMEIRAS DOS ÍNDIOS!

 A VIDA E MORTE DE ROBSON MENDES

 

 

Ex-Deputado Estadual por Alagoas ROBSON TAVARES MENDES era filho do então deputado estadual HUMBERTO CORREIA MENDES e ingressou na política ainda jovem. Foi vereador pelo município de PALMEIRA DOS ÍNDIOS, sua terra natal, onde contribuiu para a emancipação política da cidade de Cacimbinhas ao opor-se ao prefeito Remi Tenório Maia. Em 1958, com a candidatura do prefeito Remi Maia ao cargo de deputado estadual, este renunciou ao mandato. Em seguida, ROBSON MENDES foi eleito pela Câmara Municipal de Palmeira dos Índios para concluir o mandato de Remi Maia, após ter sido indicado por seu cunhado, o governador MUNIZ FALCÃO. No ano de 1960, foi eleito prefeito do município de Cacimbinhas, Alagoas, deixando um legado de estabilidade política e administrativa. No entanto, teve de abdicar do cargo em decorrência das problemáticas que enfrentava, transmitindo-o ao seu vice-prefeito, José Ferreira de Albuquerque, em 1961. O Conselho Permanente de Justiça Militar decretou a prisão de ROBSON MENDES após ele ter sido acusado de ser o mandante do assassinato do comandante do 20º Batalhão de Caçadores, na cidade de Maceió, crime que teria sido praticado pelo sargento do Exército Fernando Ferreira da Costa. Em razão disso, ROBSON MENDES fugiu para Recife, de onde retornou quinze dias depois para concorrer às eleições de 1962, ocasião em que não podia ser detido. Em meio à incessante luta contra seus adversários políticos, ROBSON MENDES sofreu um atentado a tiros de fuzil em 28 de fevereiro de 1965, na estrada entre a cidade de Major Izidoro e sua fazenda, localizada nas proximidades do povoado do Teixeira. Na ocasião, ROBSON MENDES viajava em um jipe, acompanhado de um segurança, quando foi atingido no pescoço por um disparo de mosquetão. Foi socorrido para Palmeira dos Índios em uma ambulância da prefeitura, conduzida pelo soldado da Polícia Militar Pedro Tomé. Em razão da gravidade dos ferimentos, foi posteriormente transportado de avião para a cidade do Rio de Janeiro, onde, meses depois, recuperou-se e retornou normalmente às atividades da vida política, após ser submetido a uma cirurgia para implantação de uma placa de platina na região da omoplata. À época, diversos políticos estavam sendo cassados no Brasil, pois o país encontrava-se sob o regime da Ditadura Militar, instaurada em decorrência do Golpe de 1964, e com ROBSON MENDES não foi diferente. Em 1966, o presidente Castello Branco cassou o mandato político de ROBSON MENDES. Outros acontecimentos marcaram aquele mesmo ano, como a morte de Muniz Falcão e, posteriormente, a intervenção militar em Alagoas, conduzida pelo general João José Batista Tubino, que entregou o governo do Estado ao deputado Antônio Simeão de Lamenha Filho. Todos esses acontecimentos abalaram politicamente ROBSON MENDES que, acossado por processos e ameaças, recolheu-se ao seu sítio, onde atualmente se localiza o povoado Mata-Burro, no município de Estrela de Alagoas, saindo apenas acompanhado de dois pistoleiros, conhecidos pelas alcunhas de ZÉ GAGO e ZÉ CRISPIM, figuras notórias da violência política e do cangaço urbano e rural em Alagoas. Segundo jornais da época, a morte de ROBSON MENDES teria sido encomendada por ZÉ FERNANDES. Esses dois famosos pistoleiros integravam a guarda pessoal do ex-deputado e político Robson Mendes, em Palmeira dos Índios, tornando-se célebres na década de 1960. Mais tarde, os mesmos pistoleiros armariam uma emboscada contra ROBSON MENDES, executando-o com 84 tiros, em 8 de março de 1967. Posteriormente, os pistoleiros ZÉ GAGO e ZÉ CRISPIM foram presos no Estado da Bahia, após confessarem o crime. ROBERTO MENDES, irmão da vítima, acreditava que, na realidade, havia mais de quinze homens no local da chacina. O vereador JOSÉ FERNANDES também confessou ter participado da trama, juntamente com o fazendeiro ADEILDO NEPOMUCENO, da cidade de Santana do Ipanema outro inimigo de Robson Mendes, que, por sua vez, negou ser um dos autores intelectuais do crime.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

VISITA DO DEDA VITORINO A RESIDÊNCIA DO PATRIACA DA FAMÍLIA ROCHA DE MAJOR IZIDORO, O DOUTOR GETÚLIO DA ROCHA

O grande cirurgião oncologista e otorrinolaringologista, Doutor Getulio da Rocha, teve uma visita inesperada no dia 19 de julho do corrente ano. Na ocasião o farmacêutico José Vitorino Filho, mais conhecido na cidade Major Izidoro como o “DEDA” fez questão de abraçar o velho amigo de infância o Doutor Getulio da Rocha. Logo após o bate papo entre os dois velhos amigos, foi servido um almoço a moda sertaneja frente as presenças das Doutoras Yolanda Rocha, Bárbara da Rocha, esta filha do Doutor Getúlio, Fátima Gregório, Antonio da Rocha e sua esposa Doutora Renata da Rocha e suas duas filhas pequenas. A surpresa ficou registrada em face de que o Doutor Getúlio da Rocha ausente de sua terra Natal a querida Major Izidoro, a mais de 8 anos, e que prometeu no próximo ano voltará a sua terra sertaneja segundo relato do filho do “DEDA” o Doutor Adalberto Vitorino.

HISTTÓRIA DA FAMÍLIA ROCHA DE MAJOR IZIDORO

FOTO NO DESTAQUE DO MAJOR IZIDORO JERÔNYMO DA ROCHA E FAMÍLIA


Além de boas terras para pastagens, Major Izidoro destaca-se pela criação de gado, principalmente das raças nelore, holandês e guzerat, que lhe rendem o título de segundo maior produtor de leite do Estado. Antigo distrito de Sertãozinho, o município recebeu seu atual nome em homenagem ao Major Izidoro Jerônimo da Rocha, fundador do povoado. A colonização, no entanto, começou quando Antônio Jerônimo da Rocha comprou uma propriedade na região e se instalou com sua família. Dos filhos, apenas Izidoro manteve os negócios do pai, que era conhecido como o patriarca de Sertãozinho nome de uma de suas fazendas. Izidoro lutou insistentemente pela emancipação. Em 1920, conseguiu que o Poder Legislativo, através da Lei 946, autorizasse o governo a elevar Sertãozinho a município. O Governador não aceitou e manteve a área como distrito. Só em 1949 foi concedida a emancipação, desmembrando Sertãozinho dos municípios de Santana do Ipanema. Nessa época, Izidoro já estava morto, mas os moradores decidiram fazer-lhe a homenagem, dando seu nome à cidade. Além de boas terras para pastagens, Major Izidoro destaca-se pela criação de gado leiteiro, principalmente das raças,mestiços, turino, holandês e guzerat, que lhe rendem o título de primeiro produtor de leite do Estado de Alagoas. Por ser um dos mais conhecidos da bacia leiteira de Alagoas, Major Izidoro não poderia deixar de ter um povo festeiro e hospitaleiro. É nas tradicionais festividades do município que esse lado da cidade se mostra claramente. As mais movimentadas e que recebem o maior número de visitantes são as Festas do Leite e as festas juninas, nas quais merece destaque a do padroeiro do município, Santo Antônio, salvação das moças casadoiras da região e adorado pela família rocha. Dados do Município Situação Geográfica: Microrregião do sertão, limitando-se os municípios de Cacimbinhas, Dois Riachos, Olivença, Olho D´Água das Flores, Jacaré dos Homens, Batalha, Jaramataia e Craibas. Encontra-se o município a 200 metros acima do nível do mar. Área: 324 km2 Clima: Quente e seco. Máxima de 38° C e mínima de 18° C. População: 17.638 habitantes. Eleitorado: 11.475 eleitores. Economia: Agropecuária. Educação: 5,710 vagas (redes estadual e municipal). Saúde: 10 postos de atendimento e 1 Hospital (41 leitos). AL


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